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Entidades questionam importações
30/7/2010

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Cícero Martinha, participou ontem da reunião na Abifa (Associação Brasileira de Fundição) para discutir estratégias de revogação das portarias 08/91 e 84/10, que permitem a importação de ferramentas e moldes usados.

A discussão contou com representantes do movimento sindical, Abifa, Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

O principal assunto debatido foi a luta pela proibição da importação de máquinas, moldes e ferramentas usadas. "O Brasil atingiu no fim do primeiro semestre a marca de 60 milhões de veículos fabricados desde 1957, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A diferença é que estamos nos tornando apenas montadoras, excluindo as empresas fabricantes de autopeças e de ferramentais, jogando no lixo mais de 100 mil empregos diretos no setor metalúrgico, por ano, com grande incidência no Grande ABC", afirma Martinha.

Segundo o sindicalista, a cadeia produtiva da ferramentaria voltada ao setor automotivo emprega aproximadamente 423 mil trabalhadores e esses postos de trabalho estão ameaçados pela política de abertura ampla e irrestrita do mercado brasileiro. "O mercado está incentivando um aumento desenfreado nas importações praticadas", alerta.

A nova parceria entre empresários e trabalhadores é vista pelo presidente da Abifa, Devanir Brichesi, como uma forma positiva para corrigir as atuais distorções que afetam o setor. "Nossa proposta é de convergência entre diversos segmentos. Além dos ferramentais novos, temos de brigar para não permitir a licença automática de importação e estabelecer um preço de referência para ferramentais importados, além de ações anti-dumping (que têm como objetivo neutralizar os efeitos danosos à indústria nacional causados pelas importações) ", diz ele.

Audiência - Para levar a discussão adiante, as entidades se reúnem com o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, dia 4, em Brasília, às 15h. "Vamos discutir com o ministro a defesa da produção, do emprego e do desenvolvimento tecnológico da cadeia produtiva de fundição, contra o processo de importação desmedida", finaliza o presidente do sindicato de Santo André e Mauá.

Fonte: Diário do Grande ABC


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