Sindicatos de trabalhadores e representantes patronais da Abifa, Abimaq, Sindipeças e Fiesp estão unidos em torno da revisão de regras de importação de ferramentas e moldes usados, principalmente na indústria automotiva.
Na questão do redutor de 40% do Imposto de Importação, as forças reunidas conseguiram fazer com que as alíquotas fossem escalonadas, com a cobrança de 10% de Imposto de Importação a partir de 31 de julho; 10% a partir de outubro; 10% em abril de 2011 e mais 10% em maio de 2011.
“Essa foi a primeira conquista”, destaca o presidente da Abifa, Devanir Brichesi. “Agora queremos defender novos pontos”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Cícero Martinha.
Segundo o sindicalista, a cadeia produtiva da ferramentaria - voltada ao setor automotivo - emprega aproximadamente 423 mil trabalhadores, e esses postos de trabalho estão ameaçados pela política de abertura ampla e irrestrita do mercado brasileiro. “O mercado está incentivando um aumento desenfreado nas importações praticadas, principalmente pela indústria automobilística”, alerta.
Para corrigir isso, trabalhadores e empresários se reunirão dia 4 de agosto, às 15h, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, em Brasília.
“Queremos acabar com a importação de ferramentas e moldes usados, não permitir a licença automática de importação, estabelecer um preço de referência para ferramentais importados, além de ações anti-dumping”, diz Devanir Brichesi.